sábado, 27 de agosto de 2011

Padre Domingos de Sá, msf assumiu a Província do Nordeste dos Missionários da Sagrada Família

O Padre Domingos de Sá Filho, msf, Reitor do Santuário Nossa Senhora dos Impossíveis e Administrador da Paróquia de Nossa Senhora das Dores - Patu/RN. Assume interinamente a função de Provincial dos Missionários da Sagrada Família até fevereiro de 2012, quando ocorrerá a eleição do novo Provincial.
Padre Domingos irá à Bolívia, próximo mês, participar do encontro dos Superiores Provinciais da Sagrada Família.
O Padre Domingos lembra aos Romeiros e Paroquianos que não deixará nem a reitoria do Santuário nem a Paróquia de Patu, passando parte dos trabalhos pastorais, quando necessário, aos confrades: Pe. Marconi Nunes, msf e Pe. George Lourenço, msf e os seminarias.

Evangelho (Mateus 25,14-30)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos esta parábola:
14”Um homem ia viajar para o estrangeiro. Chamou seus empregados e lhes entregou seus bens. 15A um deu cinco talentos, a outro deu dois e ao terceiro, um; a cada qual de acordo com a sua capacidade. Em seguida viajou. 16O empregado que havia recebido cinco talentos saiu logo, trabalhou com eles, e lucrou outros cinco. 17Do mesmo modo, o que havia recebido dois lu­crou outros dois. 18Mas aquele que havia recebido um só, saiu, cavou um buraco na terra, e escondeu o dinheiro do seu patrão. 19Depois de muito tempo, o patrão voltou e foi acertar contas com os empregados. 20O empregado que havia recebido cinco talentos entregou-lhe mais cinco, dizendo: ‘Senhor, tu me entregaste cinco talentos. Aqui estão mais cinco que lucrei’. 21O patrão lhe disse: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Como foste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da minha alegria!’ 22Chegou também o que havia recebido dois talentos, e disse: ‘Senhor, tu me entregaste dois talentos. Aqui estão mais dois que lucrei’. 23O patrão lhe disse: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Como foste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da minha alegria!’ 24Por fim, chegou aquele que havia recebido um talento, e disse: ‘Senhor, sei que és um homem severo, pois colhes onde não plantaste e ceifas onde não semeaste. 25Por isso fiquei com medo e escondi o teu talento no chão. Aqui tens o que te pertence’. 26O patrão lhe respondeu: ‘Servo mau e preguiçoso! Tu sabias que eu colho onde não plantei e que ceifo onde não semeei? 27Então devias ter depositado meu dinheiro no banco, para que, ao voltar, eu recebesse com juros o que me pertence’. 28Em seguida, o patrão ordenou: ‘Tirai dele o talento e dai-o àquele que tem dez! 29Porque a todo aquele que tem será dado mais, e terá em abundância, mas daquele que não tem, até o que tem lhe será tirado. 30Quanto a este servo inútil, jogai-o lá fora, na escuridão. Ali haverá choro e ranger de dentes!”

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho


Fazer frutificar a palavra de Jesus

Esta longa parábola de Mateus tem um enredo que causa estranheza. Nela encontramos alguma semelhança com fatos da vida real, característicos de uma sociedade oportunista de mercado e lucro. Por sua complexidade pode-se perceber que, a partir de um dito de Jesus, sofreu acréscimos ao ser transmitida. Mateus a insere no discurso escatológico de Jesus para estimular a operosidade as suas comunidades vacilantes e inertes, a espera da uma parusia que tardava. As comunidades não devem ficar ociosas nem temerosas, mas devem fazer frutificar a palavra de Jesus, na construção do mundo novo.

José Raimundo Oliva

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Evangelho (Mateus 24,42-51)


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo disse Jesus aos seus discípulos: 42”Ficai atentos, porque não sabeis em que dia virá o Senhor! 43Compreendei bem isso: se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. 44Por isso, também vós ficai preparados! Porque na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá.
45Qual é o empregado fiel e prudente, que o senhor colocou como responsável pelos demais empregados, para lhes dar alimento na hora certa? 46Feliz o empregado, cujo senhor encontrar agin­do assim, quando voltar. 47Em verdade vos digo, ele lhe confiará a administração de todos os seus bens. 48Mas, se o empregado mau pensar: ‘Meu senhor está demorando’, 49e começar a bater nos companheiros, a comer e a beber com os bêbados; 50então o senhor desse empregado virá no dia em que ele não espera, e na hora que ele não sabe. 51Ele o partirá ao meio e lhe imporá a sorte dos hipócritas. Ali haverá choro e ranger de dentes”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho

O mau servo descuida do seu serviço

Este texto do evangelho de hoje é extraído do discurso escatológico de Jesus, sobre o fim dos tempos, em Mateus. Temos ai duas parábolas cujo destaque é a vigilância, na perspectiva escatológica. Enquanto se aguarda a vinda do Senhor, deve-se vigiar, sem descanso, pois não se sabe em que dia ou hora ele virá. O servo foi encarregado do cuidar do pessoal da casa, de dar-lhes o alimento na hora certa. Deve dedicar-se continuamente a este serviço, pois esta é a vontade do Senhor. O mau servo é aquele que descuida do seu serviço, oprime os demais e resolve gozar a vida. A parábola envolve a relação servo-senhor, contudo Jesus, na última ceia declara: "Já não vos chamo servos... mas vos chamo amigos..." (Jo 15,15). O "vigiar, aguardando a vinda do Senhor" significa, simplesmente, o cumprir, fiel e assiduamente, a vontade de Deus na comunhão fraterna com os irmãos, removendo toda exclusão e injustiça . Nisto se dá o encontro com o Jesus e o Pai.

José Raimundo Oliva

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Evangelho (João 1,45-51)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.

45Filipe encontrou-se com Na­tanael e lhe disse: “Encontramos aquele de quem Moisés escreveu na Lei, e também os profetas: Jesus de Nazaré, o filho de José”.
46Natanael disse: “De Nazaré pode sair coisa boa?” Filipe respondeu: “Vem ver!” 47Jesus viu Nata­nael que vinha para ele e comentou: “Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade”. 48Natanael perguntou: “De onde me conheces?” Jesus respondeu: “Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi”. 49Na­ta­nael respondeu: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel”.
50Jesus disse: “Tu crês porque te disse: Eu te vi debaixo da figueira? Coisas maiores que esta verás!” 51E Jesus continuou: “Em verdade, em verdade eu vos digo: Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho

Um verdadeiro israelita

Este evangelho de João, no qual não encontramos nenhuma menção à lista dos doze apóstolos, refere-se a Natanael em dois episódios: no início do evangelho, na vocação dos primeiros discípulos por Jesus, junto a João Batista, e, no fim do evangelho, na pesca milagrosa no lago da Galiléia, com a presença de Jesus ressuscitado. A tradição o identifica com Bartolomeu que é mencionado na lista dos doze apóstolos, nos evangelhos sinóticos. Jesus encontrava-se junto de João Batista, a quem procurou para ser batizado por ele. Dentre os discípulos do Batista, Jesus convida seus primeiros discípulos. Tendo chamado André, este chama Pedro. No dia seguinte, chama Filipe e este chama Natanael, que recebe de Jesus um elogio: "Este é um verdadeiro israelita, no qual não há falsidade!"
O seguimento de Jesus se dá a partir do conhecimento, do diálogo e da acolhida.

José Raimundo Oliva

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Evangelho (Mateus 19,23-30)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 23Jesus disse aos discípulos: “Em verdade vos digo, dificilmente um rico entrará no reino dos Céus. 24E digo ainda: é mais fácil um camelo entrar pelo buraco de uma agulha, do que um rico entrar no Reino de Deus”. 25Ouvindo isso, os discípulos ficaram muito espantados, e perguntaram: “Então, quem pode ser salvo?” 26Jesus olhou para eles e disse: “Para os homens isso é impossível, mas para Deus tudo é possível”.
27Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: “Vê! Nós deixamos tudo e te seguimos. Que haveremos de receber?” 28Jesus respondeu: “Em verdade vos digo, quando o mundo for renovado e o Filho do Homem se sentar no trono de sua glória, também vós, que me seguistes, havereis de sentar-vos em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel. 29E todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos, campos, por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá como herança a vida eterna. 30Muitos que agora são os primeiros, serão os últimos. E muitos que agora são os últimos, serão os primeiros.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho

A Deus tudo é possível

Tendo um jovem rico, apegado a seus bens, se desinteressado pelo seu seguimento, Jesus pronuncia severa sentença de advertência contra a riqueza: "...Dificilmente um rico entrará no Reino dos Céus..." Pedro, então, falando em nome dos demais, lembra que eles haviam abandonado tudo, e cobra a recompensa. Em Mateus esta recompensa é prometida como evento escatológico, no fim dos tempos. Em Marcos a recompensa é o usufruto dos bens criados por Deus, "agora, durante esta vida" e a participação na vida eterna. Seguindo Jesus nos libertamos da ambição da riqueza para a partilha e a comunhão de vida com os irmãos, particularmente com os mais necessitados, entrando assim em comunhão eterna com Deus.

José Raimundo Oliva

domingo, 14 de agosto de 2011

HOMENAGEM AO DIA DOS PAIS

Evangelho (Mateus 15,21-28)


— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo, + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor!

Naquele tempo, 21Jesus foi para a região de Tiro e Sidônia.
22Eis que uma mulher cananeia, vindo daquela região, pôs-se a gritar: “Senhor, filho de Davi, tem piedade de mim: minha filha está cruelmente atormentada por um demônio!”
23Mas, Jesus não lhe respondeu palavra alguma. Então seus discípulos aproximaram-se e lhe pediram: “Manda embora essa mulher, pois ela vem gritando atrás de nós”.
24Jesus respondeu: “Eu fui enviado somente às ovelhas perdidas da casa de Israel”.
25Mas, a mulher, aproximando-se, prostrou-se diante de Jesus, e começou a implorar: “Senhor, socorre-me!”
26Jesus lhe disse: “Não fica bem tirar o pão dos filhos para jogá-lo aos cachorrinhos”.
27A mulher insistiu: “É verdade, Senhor; mas os cachorrinhos também comem as migalhas que caem da mesa de seus donos!”
28Diante disso, Jesus lhe disse: “Mulher, grande é a tua fé! Seja feito como tu queres!” E desde esse momento sua filha ficou curada.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

Comentário do Evangelho

A cura da mulher cananéia

Jesus parte para Tiro e Sidônia, cidades gentílicas execradas pela tradição do judaísmo. Conforme o evangelho de Marcos, Jesus entra em uma casa desta região, o que não era permitido pela tradição de Israel. As viagens de Jesus pela Galiléia e pelos territórios gentílicos vizinhos indicam o caráter da universalidade do Reino por ele anunciado, dirigido a todos os povos, sem fronteiras e sem exclusões. Neste sentido, particularmente, esta cena do evangelho destaca a cura da filha de uma mulher do mundo gentílico por Jesus, a qual entra na casa onde ele se encontrava. Ela é relatada nos evangelhos de Marcos e de Mateus. Mateus, contudo, ampliando-a, transforma-a em um diálogo que realça a exclusividade de Israel. Trata-se de uma adaptação para a sua comunidade formada principalmente por cristãos convertidos do judaísmo. No seu texto Mateus recorre a expressões típicas do judaísmo, estranhas a uma mulher cananéia: "Senhor", "filho de Davi", "Senhor, socorre-me!" (Sl 93,18), características de um uso litúrgico nas comunidades cristãs oriundas do judaísmo. A narrativa, tem o sentido de instruir a comunidade no sentido de acolher os cristãos convertidos do mundo gentílico, sem descartar a prioridade de Israel ao chamado de Deus. A frase: "Eu fui enviado somente às ovelhas perdidas da casa de Israel", é exclusiva de Mateus. O apóstolo Paulo também vê o anúncio aos gentios como uma extensão ao anúncio prioritário aos judeus (segunda leitura). A universalidade pretendida no texto do profeta Isaias (primeira leitura), na realidade significava a centralização e o reducionismo do culto de todos os povos ao culto de Israel em Jerusalém, como servos, conforme o direito e a justiça prescritos pela Lei do Templo, com seus holocaustos e oferendas, na observância do repouso sabático. No retorno do Exílio o exclusivismo judaico de manifesta, com Esdras, na sua exclusão das mulheres cananéias (Esd 9-10), e com Nehemias, na expulsão de Jerusalém de todos aqueles que eram originários de Tiro (Ne 13,16-21). Embora o texto exprima uma rejeição inicial de Jesus à cura da mulher cananéia, já haviam ocorrido duas curas de gentios por parte de Jesus: a do servo do centurião romano, em Cafarnaum e a do homem possesso na região gentílica de Gerasa. Do ponto de vista de Mateus, tendo em vista sua comunidade de judeus cristãos, o texto é um apelo a que, mantendo seu caráter de povo eleito, se abram à acolhida aos gentios. Contudo, do ponto de vista de Jesus, o texto revela, de maneira mais ampla e abrangente, simplesmente o anúncio da universalidade do Reino. Fica bastante em evidência a acolhida de Jesus por parte dos gentios enquanto os judeus, na sua maioria, o rejeitaram. A expressão final, "como queres te seja feito" lembra a oração do Pai Nosso. Indica que aquela mulher gentílica, ao querer a libertação da filha, identifica-se com a vontade do Pai.

José Raimundo Oliva